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Nossa Jornada de Trabalho

 

Since november 15, 1993

Nossa casa comemora 32 anos de atividades aqui no Japão




Parabenizamos e agradecemos a todos os grupos de amigos e plantonistas que nos auxiliaram chegar até aqui. Muito obrigado a todos, pelos esforços e todas as lutas com muito Amor, Compreensão e Dedicação. Deus nos ampare nessa caminhada com muita luz e paz em nossos corações.


Se você se interessar em conhecer nossa jornada de trabalho e como chegamos até aqui, poderá ler na página histórico nossa caminhada aqui no Japão. Hoje, estamos empenhados em construir o Templo dos Orixás aqui na cidade de Toki-shi, província de Gifu-ken - Japão.






"Onde houver Sabedoria, acolhamos. Onde houver Verdade, aprendamos. Onde houver Amor, reconheçamos a presença do Divino."



Vídeo de apresentação do Templo:



Projeto Ẹlẹ́dàá Mi (estudo com Pai Joaquim de Angola)



Estudo metódico: Realizado todas as sextas-feiras no cantinho de Pai Benedito de Aruanda (espaço destinado a firmezas e harmonizações na sede do Templo dos Orixás - Japão) e divulgado ao vivo através de LIVE publicada simultaneamente nas plataformas do YouTube e Facebook. Espírito comunicante: Pai Joaquim de Angola. Médium: Pai Luis de Oxalá.




YouTube Templo dos Orixás playlist:    Templo dos Orixás - Japāo

 


"O Projeto Ẹlẹ́dàá Mi não pretende substituir tradições, mas construir pontes entre elas. Busca aprender, servir, compilar e compartilhar conhecimentos, preservando o respeito às diferentes culturas, religiões e caminhos espirituais, tendo o amor como princípio, a verdade como horizonte e o serviço à humanidade como propósito."

Estrutura proposta:


Objetivo da obra.

Nossa proposta é bem humilde a começar pela sinceridade que precisamos ter para com todos que nos acompanhem nessa tarefa, pois estaremos discutindo temas que não conhecemos o suficiente para nos posicionarmos na condição de professores, mas como alunos dispostos a aprender humildemente e somarmos, compartilharmos aquilo que temos aprendido em nossa caminhada, conscientes de que ainda há muito a compreender. Nosso objetivo é criarmos um registro organizado de uma jornada espiritual (experiência adquirida em 33 anos de sacerdócio), dialogando com tradições religiosas, filosofia, história e experiências mediúnicas, sem deixar de indicar a origem de cada informação. 

Compromisso com a verdade e o respeito às tradições.

Certos e conscientes de que estaremos discutindo o SAGRADO, o projeto Ẹlẹ́dàá Mi será estruturado como uma obra de estudo, preservação e construção espiritual, e não apenas como um conjunto de anotações. Assim, cada informação terá seu lugar e sua origem claramente identificados. Vamos sempre distinguir revelação espiritual (orientação dos Mentores), interpretação pessoal e pesquisa histórica. 

Método de estudo.

A base principal de nossos estudos está nos ensinamentos transmitidos pelos Mentores espirituais que se comunicam com esse propósito: orientar, esclarecer e ensinar. Nosso compromisso será o de compilar todas essas informações e torna-las publicas. Obviamente estaremos simultaneamente colhendo através de pesquisas, todas as informações possíveis para enriquecer todo o material de estudo. 

Sobre as comunicações espirituais.

As mensagens atribuídas aos Mentores espirituais serão sempre identificadas como tais. Elas representam o conteúdo recebido durante os estudos e deverão ser compreendidas dentro desse contexto. As interpretações e comentários dos organizadores serão apresentados separadamente, permitindo ao leitor distinguir claramente entre a comunicação espiritual, a reflexão pessoal e a pesquisa histórica.

Princípio hermenêutico do projeto:

 

A Verdade é ampla demais para ser reduzida à linguagem de um único povo, mas o Amor é a chave que permite reconhecer a presença da Verdade onde quer que ela floresça. Cada Mestre iluminou um aspecto dessa Verdade, convidando a humanidade a amadurecer espiritualmente segundo sua época e sua missão.

 

Manifesto: Abrimos o início dessa obra com estas três afirmações:

 

"A Verdade não teme o diálogo."

"O Amor não substitui os caminhos espirituais da humanidade; ele nos convida a percorrê-los com respeito, discernimento e fraternidade."

"No Amor revelado e vivido por Jesus, encontramos uma chave para dialogar com os ensinamentos de todos os Mestres da humanidade."

 

Mensagem de Pai Benedito de Aruanda:


"Filho, um dia nós não mais estaremos discutindo as religiões; todos nós estaremos vivenciando e experienciando, no altar de nossos corações, o Amor."

 

Princípios Doutrinários:

 

1. Respeito absoluto às tradições

Cada religião, filosofia ou escola espiritual será apresentada a partir de suas próprias fontes e de sua própria compreensão.

2. Separação entre tradição e interpretação

Sempre deixaremos claro quando estivermos apresentando:

  • o ensinamento tradicional;
  • estudos acadêmicos;
  • interpretações comparativas;
  • e, quando houver, as orientações recebidas dos Mentores espirituais Pai Benedito de Aruanda (Mentor maior), Pai Joaquim de Angola (Evangelhos e Estudos) e todos os demais, serão sempre identificadas como pertencentes as orientações espirituais que recebi, e não como doutrina universal.

3. Honestidade intelectual

Quando houver diferentes interpretações sobre um mesmo tema, elas serão apresentadas com equilíbrio, sem ocultar as divergências.

4. O Amor como eixo de leitura

Sem negar as diferenças doutrinárias, utilizaremos o Amor como a virtude central para promover o diálogo entre os ensinamentos dos grandes Mestres.

5. A Verdade como caminho de humildade

Nenhum ser humano possui toda a Verdade. Cada Mestre iluminou aspectos profundos da realidade, e continuamos aprendendo com eles.

6. Conhecimento e experiência caminham juntos

O estudo será acompanhado da vivência espiritual, da ética e da transformação interior, pois conhecer sem viver produz apenas informação.


A Pirâmide da Sabedoria: 


"No Amor revelado e vivido por Jesus, encontramos uma chave para dialogar com os ensinamentos dos grandes Mestres da humanidade."


A Montanha da sabedoria:

 "Quando diferentes povos, separados pelo tempo e pela geografia, utilizam símbolos semelhantes para descrever a realidade, isso não prova uma origem comum; convida-nos a investigar se procuravam compreender uma mesma verdade por caminhos diferentes."



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Nessa página você vai conhecer a estrutura proposta para os estudos do projeto Ẹlẹ́dàá Mi



Nessa página você vai começar os estudos do projeto Ẹlẹ́dàá Mi 



Caso você preferir, leia o resumo abaixo descrito, antes de ir para a págima "Cosmologia do Ẹlẹ́dàá"

Resumo: 
Cosmologia do Ẹlẹ́dàá - "A História da Criação"
(Orientações da Escola de Pai Benedito de Aruanda)

Parte I — “Como tudo começou?”
Parte II — “Como tudo funciona?”

Síntese — Cosmologia do Ẹlẹ́dàá (Parte I)

A Cosmologia do Ẹlẹ́dàá, conforme as orientações da Escola de Pai Benedito de Aruanda transmitidas por Pai Joaquim de Angola, apresenta a criação como um processo ordenado que parte da Unidade absoluta de Pai Nzanbi e se desdobra progressivamente até a experiência consciente do espírito nos mundos materiais. Antes de qualquer manifestação existia o “Vazio Cheio”: nada possuía forma, tempo ou individualidade, porém toda a criação já existia potencialmente no Axé de Pai Nzanbi.

A primeira manifestação dessa potencialidade é o Triângulo Divino, formado por Ìrókò, Chama Eterna da Sabedoria; Orixé, Luz Primordial que revela o propósito; e Orixalá, manifestação da Vontade e dos Desígnios Divinos. Esses três aspectos não são apresentados como divindades independentes, mas como manifestações inseparáveis da Unidade primordial de Pai Nzanbi.

A criação prossegue com o Princípio da Dualidade, no qual se manifestam Yàmí Àgbà Olókun, Grande Mãe Primordial e princípio gerador da vida, e Babá Àgbà Olórun, Grande Pai Primordial, Senhor do Òrun, responsável pela ordem e pela arquitetura espiritual. Masculino e feminino surgem, portanto, como princípios complementares provenientes da Unidade, e não como forças adversárias.

Em seguida estabelece-se a Casa dos Orixás Funfun, o Reino de Pai Oxalá, destinada à preparação espiritual das criaturas. Nela encontra-se o Triângulo Sagrado: Oxalá preserva no espírito a certeza de sua origem divina; Olódùmarè estabelece o Ayê como campo de experiências; e Òrúnmìlà guarda os destinos. Outros Mistérios e Irúnmọlẹ̀ Funfun participam da formação do espírito, preparando-o intelectual, moral e espiritualmente para sua futura jornada.

Essa estrutura é protegida pela Magia Divina Elemental. Os Quatro Cantos e os Quatro Anciões preservam os Mistérios da criação; Exu Maioral guarda seus limites; e, no Ayê, Ungangas e Aungangas zelam pelos espaços consagrados. O princípio apresentado é o de que a Sabedoria Divina não é ocultada, mas protegida e revelada progressivamente de acordo com o amadurecimento das criaturas.

Como fundamento espiritual da natureza são então estabelecidos os Quatro Oshás Primordiais: Òṣà Iná, ligado ao fogo e à transmutação; Òṣà Omi, às águas e à continuidade da vida; Òṣà Fùrùfù, ao ar, movimento e sopro vital; e Òṣà Ilẹ̀, à terra, sustentação e estabilidade. Cada Oshá constitui uma realidade espiritual completa, reunindo Leis, Mistérios, Orixás, Elementais e forças próprias. Esses Oshás tornam-se os protótipos espirituais dos reinos que posteriormente se manifestarão no Ayê.

Após a estruturação do mundo material por Olódùmarè, surgem seus primeiros habitantes espirituais: Iwin e Encantados, guardiões dos territórios e das diferentes formas de vida. Sua atuação está vinculada aos Oshás e aos respectivos Orixás, e seu conhecimento das Leis da natureza é denominado Magia Divina Elemental. A natureza aparece, assim, como um grande organismo sagrado, protegido por inteligências espirituais que cooperam para preservar seu equilíbrio.

Somente depois dessa preparação inicia-se a jornada humana. O homem é criado inicialmente como espírito, recebe de Pai Olórun o Èmí, o Sopro da Vida, e recebe também o livre-arbítrio, elemento fundamental de sua evolução. Sua primeira morada não é o Ayê, mas o Reino dos Elementais, mundo espiritual paralelo preservado em sua pureza original, habitado por diversas ordens de Espíritos da Natureza. Nesse ambiente, identificado simbolicamente com o Paraíso, a humanidade vive sua infância espiritual e aprende diretamente com a natureza antes de ingressar na experiência material.

A saída desse Paraíso não é interpretada como punição, mas como o início da Jornada da Liberdade. O espírito deixa o ambiente protegido para experimentar as consequências de suas próprias escolhas. A cosmologia descreve inúmeros Ayês ou mundos materiais destinados a diferentes estágios evolutivos: inicialmente os Mundos Escuros, depois os Mundos de Provas, categoria em que se encontra a Terra, e finalmente a possibilidade de uma escolha plenamente consciente entre os Mundos de Luz e os Mundos das Trevas. O processo inteiro é apresentado como amadurecimento gradual da liberdade e da consciência.

Por isso, a frase “O Paraíso não é perdido; ele é conquistado” resume a lógica da Parte I: no início, o espírito vive a harmonia de forma inocente; depois, através da liberdade, das escolhas e das experiências, precisa conquistar conscientemente aquilo que antes possuía sem ainda compreender plenamente.

A passagem para a Parte II

A própria página publicada já estabelece a ponte para a Parte II — “A Arquitetura da Criação”. Se a primeira parte acompanha cronologicamente como tudo começou e como o espírito chegou ao Mundo de Provas, a segunda parte muda a perspectiva e começa a perguntar como esse mundo funciona espiritualmente. Segundo o texto, Pai Olódùmarè prepara a estrutura material do Ayê, enquanto Pai Olórun organiza sua estrutura espiritual. Essa organização recebe o nome de “Arquitetura Espiritual do Mundo de Provas”, ou, resumidamente, “Mapa da Criação”.

Nesse contexto, o Ẹlẹ́dàá passa a ser apresentado não apenas como um conjunto de símbolos, mas como uma linguagem espiritual e um mapa vivo: cada linha, direção, portal, centro e movimento possui uma função dentro de uma única arquitetura interligada. 

A proposta da Parte II será justamente estudar cada um desses elementos separadamente — sua posição, significado, função e relação com os demais Mistérios — até que possamos compreender o conjunto.

Link para última postagem:  "Cosmologia do Eledá"


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